Mesa com os temas das minorias

No período de 21 a 23, aconteceu o II Workshop sobre Práticas Restaurativas na Educação. O evento foi realizado no auditório da Universidade do Estado do Amapá (UEAP) e promovido pelo Ministério Público do Estado do Amapá (MP-AP), Governo do Estado, Prefeitura Municipal de Macapá e Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP).

 

O workshop aconteceu nos turnos da manhã e tarde e foi elaborado para os professores e técnicos da educação, que participaram do evento que objetivou envolver a comunidade escolar e a sociedade local no diálogo sobre a formulação e implementação de uma política pública de promoção da cultura de paz na escola.

 

 O evento conteve vasta programação com apresentações culturais, a exemplo do coral do MP-AP, além da exposição fotográfica dos cursos coral do mp-ape inaugurações de núcleos e praticas restaurativas, diálogos restaurativos, música, dança e acolhimento afetivo.

 

No primeiro dia, pela manhã, aconteceu a conferência magna: “As práticas de Justiça Restaurativa e os desafios de construção da cultura da paz”. Compôs a mesa de abertura o Procurador Geral de Justiça do MP-AP, Roberto Alvares, o Promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo, Antônio Carlos Ozório, o Promotor de Justiça da Infância e Juventude da Comarca de Santana e Coordenador do Centro de Apoio Operacional da Infância,  Juventude e Educação do Amapá, Miguel Angel, o Secretário Adjunto de Política de Educação, Sebastião Magalhães, a Subsecretaria Municipal de educação de Macapá, Sandra Casimiro, a Procuradora de Justiça e Coordenadora- Geral do Centro de Apoio Operacional da Infância, Juventude e Educação, Judith Teles, que mediou os debates juntamente com o Coordenador do Programa MP Comunitário, promotor André Araújo e o promotor Miguel Angel.

 

ACOLHIMENTO DURANTE A EXPOSIÇÃO DE FOTOSÀ tarde, houve mesa redonda sobre diretrizes na política pública estadual de promoção da cultura da paz na escola com os integrantes do Comitê Estadual, coordenada pela assistente social Alzira Nogueira, com considerações de Antônio Carlos Ozório.

 

No segundo dia, pela manhã, houve o painel temático “Configurações Contemporâneas das Violências na Escola”, com os palestrantes: professor Dr. Joseph Handerson, da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), que explanou sobre questões étnico-raciais, professora Dra. Leila Feio, que falou sobre deficientes, professora Ms. Kátia Paulino (UNIFAP), que discorreu sobre relações de gênero, o assistente social Claudio Junior (Instituto Federal do Amapá – IFAP), com o tema "violência sexual contra adolescentes no âmbito de uma instituição de ensino", além da participação do mestre em ciências da Religião Moisés Prazeres.

exposição de fotos

O painel temático “Núcleo de Práticas Restaurativas: Uma possibilidade de construção – fortalecimento de uma cultura de paz na escola” foi conduzido pela promotora de Justiça, Silvia Canela, Coordenadora do Núcleo de Mediação, Conciliação e Práticas Restaurativas em Santana, e teve a participação da diretora da Escola Deosolina Salles Farias, da psicóloga Lidiane Medeiros, da Escola Estadual Darcy Ribeiro e da Diretora da Escola Estadual José de Anchieta, Mona Sousa.

 

Em seguida, aconteceu o planejamento para a implementação da Política Estadual de Promoção da Cultura de Paz nas Escolas.  No terceiro dia, pela manhã, houve a apresentação das propostas dos grupos de trabalho, mediada por Socorro Brito, da Defensoria do Estado.

 

PGJ Roberto Alvares O procurador-geral de Justiça do MP-AP, Roberto Alvares, durante a sua fala, lamentou o que vem ocorrendo no Amapá. “Professores gerando conhecimento aos seus alunos e esses, ao invés de retribuir a oportunidade que estão tendo de aprender, agridem seus mestres, alertando que uma escola não pode ser alvo de arrastão e que os educandários não devem ser assaltados.”

 

“As práticas restaurativas na educação trazem a esperança da renovação dos logradouros, traz de volta a essência da educação, que jamais deveria ter sido perdida”, ressalta.

 

 Ozório elogiou o projeto práticas restaurativas na educação, que acontece no Estado do Amapá, por ter sido muito bem planejado e organizado, além de executado pela coordenação do CAOP-IJE/MP-AP, juntamente com os órgãos parceiros.

 

Segundo a Procuradora Judith teles, o desafio é, de fato, construir uma unidade de ação entre o estado e a sociedade, visando avançar na construção de uma relação mais ética, além de culturas restaurativas que possibilitem, não só enfrentar os problemas da violência nas escolas, mas consolidar novas formas de relações pautadas na efetividade, respeito e solidariedade entre alunos, professores e a comunidade escolar.

 

“Um evento como este nos ensina a termos mais resiliência, a sermos mais pacientes e compreensivos para com o próximo”, concluiu.

 

 

 

SERVIÇO:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Estado do Amapá

Contato: (96) 3198-1616. Email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.