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O risco relativo de uma jovem negra ser vítima de homicídio no Amapá é 1,33 vezes maior que o de uma jovem branca, é o que revela o relatório Índice de Vulnerabilidade juvenil à Violência 2017 (IVJ). O estudo demonstra que em todas as unidades da federação (UF), com exceção do Paraná, as jovens negras são mais vulneráveis à violência do que as brancas. Os dados são de 2015.

O lançamento do relatório aconteceu dia 11/12/2017, no Auditório da Secretaria Nacional de Juventude, com a apresentação dos dados.

O foco na pesquisa foi para a desigualdade racial nos municípios com mais de 100 mil habitantes. O IVJ classifica as Unidades da Federação em quatro dimensões: violência entre os jovens, frequência à escola e situação de emprego, pobreza no município, e desigualdade.

Inovador, pela primeira vez o índice faz um recorte da vulnerabilidade à violência sobre a juventude brasileira na faixa de 15 a 29 anos, que foi a idade definida para jovem, em 2013, pelo Estatuto da Juventude (Lei nº 12.852/2013). Até a edição de 2014 (com dados de 2012), o IVJ era calculado para a faixa etária dos 12 aos 29 anos.

A pesquisa revela que a violência atinge especialmente jovens negros do sexo masculino, moradores das periferias e áreas metropolitanas dos centros urbanos. Dados do Atlas da Violência 2017, feito pelo instituto de pesquisa econômica aplicada (IPEA) e o Fórum Brasileiro de segurança pública (FBSP), mostram que mais da metade das 59.080 pessoas mortas por homicídios em 2015 eram jovens (31.264, equivalentes a 54,1%), das quais 71% negras (pretas e pardas) e 92% do sexo masculino.

Os índices revelam que entre as jovens e os jovens brasileiros de 15 a 29 anos, a chance de um jovem negro ser assassinado é quase três vezes (2,70) superior a um jovem branco na mesma faixa de idade.

O índice no Amapá

O índice revela que no estado nortista a desigualdade racial é de 0,448, sendo 0 o melhor índice e 1 o pior. O estado tem taxas altíssimas e aparece entre os três primeiros em alguns quesitos da pesquisa, sendo o segundo estado com a maior taxa de homicídios de jovens negros na região norte, com 99,1 mortes de jovens negros por 100 mil habitantes, contra 8,3 mortes de jovens brancos.

Além da taxa alta de homicídios, o índice de desigualdade e frequência escolar e situação de emprego são elevados, sendo 0,626 e 0,634 respectivamente, tornando-se o terceiro estado mais desigual do país, atrás apenas do Rio de Janeiro e do Distrito Federal.

Outros indicadores são: a taxa de mortalidade por homicídios (0,512), índice de mortalidade por acidente de transito (0,50) e incide de pobreza (0,481).

Para ler a pesquisa completa clique aqui.

 

SERVIÇO:

Centro de apoio operacional a infância, juventude e educação - CAOP-IJE

Contato: (96) 3198-1649

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