Roubo de Gado

Os promotores da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Conflitos Agrários, Habitação e Urbanismo (Prodemac), Ivana Cei, titular, e Saullo Andrade, substituto, representaram o Ministério Público do Amapá (MP-AP) na reunião de iniciativa das Agências de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro) e Pará (Adepara), com autoridades dos dois estados e pecuaristas, onde o assunto da pauta foi o combate ao furto de gado e o controle sanitário animal. Para a promotora de Justiça Ivana Cei, a ação conjunta de instituições públicas, setoriais e pecuaristas é a alternativa viável para que tenham resultados positivos para a situação de furtos de gado na região. O Amapá é considerado o maior receptor da carne clandestina.

 

O crime é cometido constantemente nas fronteiras do Pará e Amapá e é considerado pelas polícias, judiciário e autoridades dos Ministérios Públicos, outras entidades e pecuaristas, como um dos maiores problemas da região e que precisa ser tratado em parceria. A facilidade de transporte através dos rios, a falta de segurança pública, de fiscalização nos locais de embarque, precariedade nos aparelhos policiais dos municípios fronteiriços, e a falta de política de ação conjunta entre as instituições dos dois estados são apontados como os principais entraves na solução do problema.

 

Roubo de Gado1De acordo com dados da Associação de Criadores do Amapá (Acriap), em 2015 o prejuízo para os pecuaristas foi de R$ R$ 42 milhões, em 2016, de R$ 15 milhões, o que provocou a redução de 20% dos roubos e furtos, e em 2017 contabilizam cerca de 500 ocorrências. O maior índice é na região do Araguari. “São ações de crime organizado que atua impunimente na região, por falta de entendimento entre as autoridades do Pará e Amapá, por isso a integração é importante, tanto entre as instituições em cada estado, quanto entre os estados para que o policiamento seja fortalecido e as polícias aparelhadas”.

 

Para o promotor de Justiça substituto Saullo Andrade, a solidariedade entre os estados irá facilitar os procedimentos policiais. “Atuei como delegado na região do Marajó, e sei das dificuldades e o resultado da falta de políticas públicas, e essa carência acaba nas mesas das famílias, que consomem carne sem saber a procedência, porque se há roubo é porque tem quem compre. A fiscalização tem que ser intensificada também nos matadouros e açougues”.

 

O Ministério Público do Amapá atua no sentido de combater os crimes através da Promotoria de Justiça de Investigações Cíveis e Criminais (PICC), que age em parceria com as Polícias Civis e Militar, nas investigações e ações estratégicas para prender os criminosos, a exemplo da captura de uma quadrilha interestadual especializada em furto e roubo de gado durante a “Operação Marajó”. A operação, em novembro de 2016, foi realizada em parceria pelas polícias Civis do Pará e Amapá e Inteligência do Ministério Público do Amapá (MP-AP).

 

Roubo de Gado2“Temos que pensar também na parceria público-privado para que as ações sejam efetivadas, porque o Estado do Amapá hoje enfrenta algumas dificuldades para dar suporte para estas ações. A participação das entidades do setor e criadores é importante porque irá facilitar as diligências e os caminhos das investigações, que se cumpridas com eficiência, irão acabar com os roubos e furtos e com o mercado clandestino de carne, que coloca dentro de nossas casas produto de origem duvidosa”, citou a promotora Ivana Cei.

 

A reunião foi considerada histórica, e contou com a participação de promotores, juízes, delegados, produtores, do Pará e Amapá, e do prefeito do município paraense de Chaves, Durbiratan Barbosa. No final, ficou alinhado que a parceria será consolidada, e a intenção é seja firmado um Termo de Cooperação interestadual para combater o roubo de gado na região.

 

Serviço:

Mariléia Maciel

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