processos circulares capaFacilitadores em práticas restaurativas participaram do “Curso em Processos Circulares de Kay Pranis”, promovido pelo Núcleo de Mediação, Conciliação e Práticas Restaurativas do Ministério Público do Amapá (NMCPR/MP-AP), realizado nos dias 18, 19, 20 e 24, na Promotoria de Justiça da Mulher, em Santana. Ministrada pela promotora de Justiça Sílvia Canela, a capacitação é resultado da sua participação na “Formação de Formadores em Processos Circulares”, promovido pela organização da sociedade civil Palas Athena, no período de 9 a 13 deste mês, em São Paulo-SP, com a presença da norte-americana Kay Pranis, especialista e facilitadora de círculos de construção de paz.

Com objetivo de ampliar, renovar e promover a troca de experiências dos métodos restaurativos dentro dos círculos de diálogo e de mediação de conflito, a coordenadora do NMCPR da Promotoria de Santana organizou o grupo para compartilhar com integrantes e voluntários do próprio Núcleo os conhecimentos adquiridos, bem como com outros facilitadores formados nas práticas de Justiça Restaurativa por meio de treinamentos, workshops e cursos de formação promovidos pelo MP-AP.

Silvia Canela explica que o método utilizado por Kay Pranis é muito enriquecedor e utiliza o modelo de círculo entre os participantes durante todo o curso.

“Todo trabalho inicia e termina com o círculo. Com isso, o aprendizado é mais rico e vejo que traz o empoderamento. Os ensinamentos trazidos pela Kay funcionam como uma ferramenta importanteSílvia Canela na construção da cultura de paz. Certas coisas dependem do governador, do prefeito ou de qualquer outra uma autoridade. Mas existem coisas que dependem de cada ser humano que compõe uma comunidade, uma família. Os processos circulares conseguem resgatar o que tem de melhor em cada um de nós, para que compreendemos a importância de fazermos a nossa parte”.

promotora Socorro Pelaes curso Kay PranisDentre os participantes, a promotora de Justiça Socorro Pelaes, titular na Promotoria de Execuções Penais, avalia a relevância da justiça restaurativa na sua trajetória profissional. “Procuro prestar mais atenção no outro. Sinto que desenvolvi muito mais meu sentimento de empatia. Costumo dizer que somos operários do futuro e que precisamos pensar daqui pra frente. O que passou e as consequências estão aqui, agora devemos encontrar caminhos e fortalecer nossa esperança”.

Experiência transformadora

A delegada de polícia aposentada, Nazaré Carvalho, voluntária do NMCPR desde 2015, também avalia positivamente a experiência. “Conhecer o círculo e entender como ocorre foi como um oásis para mim. A gente nunca sabe tudo. Embora eu já tenha feito vários círculos, nós sempre aprendemos algo novo. Todo círculo é singular, é novo, não existe igual, até porque nós estamos lidando com seres humanos, e cada ser humano é singular, as histórias de vida são diferentes. Sempre temos que nos reunir, estudar e se atualizar. E é muito nobre da parte da doutora Silvia trazer mais essa oportunidade para nós”. 

Valeria IAPENValéria Andrade, educadora penitenciária e responsável pelo Núcleo de Mediação, Conciliação e Práticas Restaurativas do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (IAPEN), também falou da sua experiência com as ferramentas de Justiça Restaurativa.

“Começamos a implementar as práticas restaurativas em 2015, a partir de um curso que fizemos, em que apenas duas servidoras compareceram e depois implementamos na penitenciária feminina. O núcleo foi instituído em 2016, através da promotora de Justiça Socorro Pelaes, e com ajuda do Instituto e do MP conseguimos implantar um núcleo dentro da penitenciária, que tem ajudado muito na resolução de conflitos. E, este curso, como está sendo repassado, com essas etapas, vai contribuir muito para que o nosso trabalho seja cada vez melhor e mais produtivo”, ressaltou a educadora.

A pedagoga Tatiane Menezes de Oliveira também relatou ter tomado conhecimento das práticas restaurativas por meio das capacitações do MP-AP e falou sobre o novoProcessos circulares aprendizado. “Fomos apresentados ao programa restaurativo em 2015, com a formação inicial, e após isso começamos a realizar esse trabalho dentro da escola. Sempre procuramos nos atualizar para que possamos repassar esses ensinamentos para todos da escola. Essa experiência só vem enriquecer o que a gente conhece e dar um novo molde para o que já estamos trabalhamos. O reaprender é necessário, e nós que trabalhamos com alunos, sempre precisamos aprender métodos novos para induzir nossos conhecimentos às novas práticas”, destacou.

Kay Pranis

A norte-americana Kay Pranis resgata uma abordagem inovadora sobre a questão: os Processos Circulares como ferramenta da Justiça Restaurativa. Desde 1998 ela vem conduzindo treinamentos em Processos Circulares nas mais variadas comunidades: de escolas a presídios, de empresas a igrejas, e em cidades rurais em toda parte nos Estados Unidos. Ela escreveu inúmeros artigos sobre justiça restaurativa e é autora da obra: “Processos Circulares”.

Serviço:

Gilvana Santos

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá

Contato: (96) 3198-1616

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