O médico Agnelo da Rocha Neto foi preso no município de Castanhal, na tarde de ontem (7), após a Justiça do Amapá decretar sua prisão preventiva. Agnelo responde a quatro processos por lesão corporal em Macapá e era tido como foragido.

Quatro pacientes do médico o acusam de terem ficado com cicatrizes permanentes após terem se submetido a cirurgias plásticas realizadas por ele.

Agnelo se mudou há cerca de um ano da capital amapaense e não comunicou à Justiça e desde então estava como foragido. No dia 9 de maio o juiz João Matos Junior decretou a prisão do médico e a polícia tentava cumprir a determinação judicial.

Após quase um mês de investigações descobriu-se que Agnelo estava trabalhando no município de Paragominas. O delegado Francisco Roberto Martins, de Macapá, e que vinha coordenando as investigações sobre o paradeiro do médico, também descobriu que ontem Agnelo começaria a trabalhar no Pronto-Socorro Municipal de Castanhal.

Foi lá que os policiais da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (Drco), que deu apoio ao delegado Francisco, deram voz de prisão ao médico.

Agnelo foi transferido para Belém e conduzido para a sede da Drco, onde foi apresentado ao delegado Ivanildo Santos. Ao chegar, houve tumulto na entrada do prédio, pois o acusado agrediu duas repórteres que tentaram entrevistá-lo para falar sobre as acusações imputadas a ele.

NEGAÇÃO

Em entrevista, Agnelo negou as acusações dizendo que não era foragido e que não tinha conhecimento de um novo processo aberto contra ele em janeiro passado. “Tenho um processo em Macapá e porque o juiz não me encontrou decretou a minha prisão preventiva. São problemas de cicatrização de 2 ou 3 pacientes que estão sendo resolvidos. O juiz poderia ter procurado a banca de advogados para saber onde eu estava. É uma banca conhecida. Não estava foragido”, defendeu-se Agnelo.

A primeira informação a respeito da prisão de Agnelo Neto dizia que ele teria sido preso por estar exercendo a medicina ilegalmente. Mas a situação foi esclarecida pelo próprio médico na Drco.

CURRÍCULO

“Sou formado há 17 anos. Estava trabalhando, pois tenho família para sustentar. Tenho formação em São Paulo e um currículo de quase 200 páginas. Tenho residência médica em cirurgia plástica e cirurgia geral. Operei mais de 450 pessoas em Macapá, mas se 4 pacientes apresentaram problemas de cicatrização acontece, como em qualquer lugar do Brasil, por queloides ou outros problemas. Qualquer cirurgião pode passar por isso. Tenho prestado assistência, mas se a pessoa não quer ser atendida não posso fazer nada”.

LAUDOS

A prisão de Agnelo Neto foi determinada pelo juiz substituto da Justiça do Estado do Amapá, João de Matos Teixeira Junior. O delegado Ivanildo Santos, diretor da Drco, esclareceu que a prisão de Agnelo ocorreu em determinação à ordem da Justiça.

“Ele responde a 4 processos, de acordo com os laudos médicos, por lesão corporal gravíssima e a prisão foi determinada por ele mudar de endereço e não comunicar à Justiça”, disse Santos.

Em um dos casos apresentados pelo delegado havia a foto de uma paciente que ficou com uma cicatriz permanente acima da região pubiana.

SUSPENSÃO

O delegado Francisco Martins informou também que o Conselho Regional de Medicina (CRM) do Estado do Amapá cassou a habilitação para realização de cirurgias de Agnelo Neto por 6 meses. “Descobrimos há um mês que ele já estava trabalhando em Paragominas. No decorrer das investigações descobrimos que ele iria trabalhar também no Pronto-Socorro de Castanhal”, informou o policial.

O delegado Ivanildo informou que Agnelo por enquanto permanecerá preso na sede da Drco. “Vamos comunicar o juiz que determinou a prisão dele e solicitar uma carta precatória de recambiamento para Macapá.

Fonte: Gterra

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